IX Encontro Nacional de Águas Urbanas


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Fonte: www.enau.ehr.ufmg.br, extraído em 20/06/2012 às 07:32 hs.

 

Realização: Comissão Técnica de Águas Urbanas da ABRH – Associação Brasileira de Recursos Hídricos

 

Data: 08 a 10/08/2012

 

Local: Belo Horizonte/MG

 

Apresentação

 

Prezados (as) colegas,

 

É com grande satisfação e energia que iniciamos a organização do IX Encontro Nacional de Águas Urbanas. Esse evento nasceu dos “Encontros de Hidrologia Urbana”, organizados pela Comissão Técnica de Hidrologia Urbana da ABRH, já com longa história. Em 2003, embalados pela mudança nos rumos dos debates sobre o tema, essa Comissão se tornou Comissão Técnica de Águas Urbanas. O nome evoluiu, como evoluiu nossa percepção sobre o ambiente e sobre a necessidade de incorporar elementos que inicialmente não imaginávamos importantes para os debates sobre drenagem de águas pluviais.

 

Aliás, a própria terminologia “drenagem urbana de águas pluviais” se mostrou insuficiente para abordar a complexidade do tema, assim como o termo “hidrologia urbana” não é mais suficiente para trabalhar os processos hidrológicos urbanos. Hidrologia é mais abrangente, envolve qualidade. E qualidade significa qualificar o debate e não apenas inserir parâmetros físico-químicos na análise das águas de chuva. Qualidade, nesse caso, significa envolver diferentes conceitos e ideias acerca do assunto, significa diversificar e fazer interagir o conhecimento.

 

O ciclo das águas urbanas está muito bem representado na música infantil “Água” (do grupo Palavra Cantada), que mostra a responsabilidade que temos que ter com o ambiente: o ciclo não se fecha apenas nos processos hidrológicos tradicionais (chuva, evapotranspiração, infiltração, etc.), mas incorpora o bueiro, o cano, a cachoeira, a torneira, o filtro, a boca, o corpo, a privada, o esgoto, o rio. Resumindo: o ciclo das águas urbanas incorpora a vida!

 

Recentemente incorporamos um novo elemento na terminologia da drenagem: “manejar as águas de chuva”. Manejar complementa: manejar é trabalhar com as mãos, manipular, gerenciar. Para manejar, é preciso conhecer, debater, compreender as necessidades do ambiente (nele incluída a sociedade). Manejar é compreender que a cidade é viva e que as águas urbanas fazem parte dela (da vida, da cidade). O sistema de drenagem pode valorizar ou deteriorar a paisagem, assim como pode valorizar o ambiente ou deteriorá-lo. Drenar deixou de ser uma exigência, uma necessidade: podemos manejar as águas de chuva e dar a elas novas funções (de uso ou reuso, de composição da paisagem urbana, de manutenção do ambiente).

 

O momento é favorável: o Estatuto da Cidade, a Lei do Saneamento e agora o debate do novo Código Florestal (incluindo aqui o debate sobre APP urbana), entre outros, criam um ambiente de diversidade nas discussões.

 

Nesse ambiente de ampliação do nosso debate, convidamos todos os interessados no tema a vir debater conosco os avanços, as dificuldades, as inovações, etc., que se criaram em torno do tema Águas Urbanas. O temário é rico e representa os avanços que temos tido nesse debate, mas também as dificuldades que temos que vencer. Incorpora questões técnicas, mas também os arranjos institucionais, legais e de gestão, as políticas públicas, entre tantas outras.

 

Temos certeza que nossas discussões em muito poderão contribuir para a melhoria do nosso ambiente. Certamente vamos debater os problemas de alagamentos e suas soluções, mas vamos muito disto: certamente teremos um grande foco na valorização das Águas Urbanas, como um elemento de integração da sociedade.

 

Até breve!

 

A Comissão Organizadora do IX Encontro Nacional de Águas Urbanas

 

Temário

 

Hidráulica de sistemas urbanos

Processos hidrológicos e modelagem

Poluentes em áreas urbanas: fontes, acumulação, carreamento e impactos

Mitigação de impactos e recuperação de ambientes degradados

Sistemas de drenagem sustentável

Monitoramento, coleta e tratamento de dados

Processos de remoção de poluentes, tratamento de águas pluviais

Projeto e reabilitação de redes de drenagem

Restauração de cursos de água urbanos

Cheias urbanas: modelagem, estudos de danos, alerta e planos de emergência e medidas de controle

Planejamento urbano e da drenagem urbana

Aspectos institucionais, legais e de gestão das águas urbanas

Fontes não-convencionais de abastecimento: aproveitamento, reuso, reciclagem, águas de chuva

Políticas públicas e regulação em saneamento

Planos Municipais de Saneamento Ambiental

Instrumentos de apoio à gestão das águas urbanas

Interfaces entre componentes do saneamento ambiental

Processos participativos, auxílio à decisão e aceitação social de técnicas de drenagem

 

Postado em 20/06/2012 às 07:45 hs.